segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Crítica de Seriado: CSI New York Sexta Temporada

A franquia CSI é um dos grandes sucessos da TV aberta americana há 10 anos, dando abertura a este tipo de seriado investigativo minucioso baseado nas provas obtidas pelos profissionais na cena do crime. Daí é natural que tentem emular o sucesso da criação de Bruckenheimer, com alguns outros seriados de boa como o NCIS e Criminal Minds.

Atualmente CSI New York, em minha opinião ocupa o posto do melhor seriado da franquia. Com a postura firme e profissional de Gary Sinise interpretando o policial Mac Taylor e mais o charme urbano da maior e mais importante cidade do mundo que é Nova Iorque credencia a esta série ocupar esta posição. Infelizmente para nós a série original CSI teve quase todo o seu elenco principal desfeito, mas a saída de Gil Grissom (William Petersen) foi o golpe final na filial de Las Vegas. Lawrence Fishburne, é um excelente ator, disso ninguém questiona, mas o charme se foi, como um vento que se deslocou para NY.

Na Sexta Temporada de CSI NY, o Detetive Flack está atormentado e claramente inseguro emocionalmente e profissionalmente após a morte de sua colega e namorada Jess Angel. O fato é notado por todos já que Flack, antes um asseado policial é incapaz de fazer a barba diariamente e abandonou os ternos que usava anteriormente, e começa a faltar ao trabalho. Mac Taylor procura ajudar o amigo para ele se recuperar pessoalmente e profissionalmente, criando boas seqüências durante a temporada.

Danny Mercer inicia a temporada com paralisia de seus membros inferiores, provavelmente causado por um edema próximo a coluna vertebral causado pelo tiro que tomou no tiroteio que ocorreu contra o grupo na temporada passada e foi desvendado logo no início da sexta por ser um fato ligado ao grupo de jovens que atiravam em bares cheios de pessoas. Mercer continua trabalhando no laboratório até que eventualmente após muito esforço e fisioterapia recupera aos poucos os movimentos. E seu casamento com Lindsay vai dando certo ainda mais com a ajuda de sua filha Lucy que mantem o casal unido.  Mas esses momentos familiares raramente são trazidos para os episódios da temporada, exceto no final da mesma quando passa a ser fundamental para a mesma.


Um dos assassinos seriais da temporada é o Assassino do Compasso (The Compass Killer) que após cada assassinato deixa este objeto. O ator que interpreta o criminoso é Skeet Ulrich, que fez a já cancelada e muito boa série Jericho, que infelizmente durou apenas duas temporadas. Desde então, Ulrich vem procurando uma série para aterrissar, mas ele realmente merece.

A identidade do Compass Killer é descoberta logo após a Trilogia de episódios que uniu a três séries da franquia mostrando um indivíduo com um passado trágico relacionado a sua esposa, de quem tem visoes.  Esta história tem um final onde tem uma intensa cena, filmada bem no meio da cidade, onde dava para se notar as pessoas passando bem atrás de onde a ação da cena se dava.  Bem interessante, e com um final apropriado para a história, que achei que ia ser mais explorada durante o ano, mas me equivoquei.

Todos os personagens de CSI New York passam por algum episódio especial mais dedicado a explorar seu passado como o Dr. Sheldon, que tem um excelente episódio em que fica preso em uma penitenciária junto com o serial killer Shane Casey (Edward Furlong, em papel completamente insano) e o homem que matou sua irmã Maya.  Stella também tem um episódio mais focado nela, mas menos relevante.  E Mac Taylor acaba fazendo uma amizade colorida com uma médica chamada Aubrey (Madchen Amick, de Twin Peaks) que trabalha numa Emergência, mas até o final da temporada não ficamos sabendo se eles realmente estão tendo um namoro ou não.  Entretanto a antiga "amiga" de Mac, Peyton (a bela Claire Forlani) retorna em um episódio.

O final da temporada termina com um gancho mais emocionante que a quarta temporada e envolve o personagem Shane Casey, que depois de fugir da prisão começa a invariavelmente atormentar a vida da equipe de Taylor, com o objetivo final em Danny Mercer.

A sexta temporada de CSI New York foi muito boa, com bons episódios e ao meu ver como citei acima a melhor equipe da franquia, com vários episódios bons.  E apesar de gostar muito de CSI Miami, as mudanças constantes no elenco desta série não ajudaram muito.  Além de em Miami, eles terem uma Síndrome do Traidor que havia na CTU de 24 Horas.  Todo ano tem um e isso incomoda os mais atentos.  Já em CSI New York, não ocorre nisso, e o elenco praticamente é o mesmo do início, exceto a saída de Vanessa Ferlito, logo na primeira temporada, e olha que eu demorei para simpatizar com a personagem de Lindsay por causa dela.  Enfim, esta é uma das boas séries de drama procedural que deve ser assistida atualmente que saem na TV aberta americana, aonde como se bem sabe tem muito material para ser visto, a maioria abaixo da média.  Na dúvida, fique com a segurança e firmeza de Mac Taylor.


- Posted using BlogPress from my iPhone

Nenhum comentário:

Postar um comentário