quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Crítica de Seriado: House Sétima Temporada

House é uma das melhores séries médicas da atualidade e os casos médicos complexos, com soluções às vezes duvidosas sob uma análise criteriosa dos reais especialistas da área, são interessantes principalmente devido ao inegável carisma de Hugh Laurie, apesar de ser inquestionável o bom elenco de apoio como Robert Sean Leornard.

ESTA CRÍTICA CONTEM SPOILERS MODERADOS

Na última temporada, House consegue se livrar de seu vício em Vicodin, droga que vinha usando para aliviar as dores de sua perna que o acometem há anos e inicia no final desta um relacionamento amoroso com a Dra. Cuddy, por quem era apaixonado apesar de ter passado os últimos seis anos da série a atormentando com o tratamento peculiar de seus pacientes e sua completa inexistente relação médico-paciente, além de sua misoginia,e  misantropia.


O relacionamento de House e Cuddy é a melhor parte da temporada pois se vê que o médico que alterar sua postura para se adequar a posição de comando de sua namorada.  Para um indivíduo complexo e egoísta como House isto não é tarefa fácil, o que leva sempre a tentativas de enganar e testar a relação com frequência o que eventualmente levará com que Cuddy reflita se vale a pena investir numa pessoa com o temperamento difícil de House, afinal ela, além de todas as responsabilidades de seu cargo tem uma filha de 3 anos para criar.

Nesta temporada é introduzida uma nova personagem na série com a saída logo no primeiro episódio de Thirteen (Olivia Wilde) que deixa a série durante a maior parte do seu tempo somente para retornar nos episódios finais.   Amber Tamblyn interpreta Martha Masters que participa da série do sexto ao décimo-nono episódio da série mostrando a evolução da personagem que é uma brilhante estudante de Medicina que passa a acompanhar House e sua equipe.  Sua presença dá algo de novidade na temporada, porque é a primeira vez que uma estudante acompanha o médico, contudo, já que ela é um gênio, pode discutir casos complexos com os demais sem parecer uma tolice.  Masters é especial em sua inteligência e integridade, o que a torna interessante para House testá-la de todas as formas para que ela quebre seu idealismo, agindo como ele acha que a Medicina deve ser exercida.  Estes confrontos de ética são sempre interessantes, mas a personagem de Masters está somente presente para preencher o vazio da saída de Thirteen.

Os personagens de Dr.Chase, Dr.Foreman e Dr. Taub também são desenvolvidos mas em menor escala em que temporadas anteriores, mas ainda assim são bons coadjuvantes, que quando tem um episódio em que seus dramas são utilizados são sempre interessante de assistir.  Entretanto, deve-se ressaltar que o Dr. Foreman de Omar Epps foi o menos desenvolvido durante esta temporada, não tendo praticamente nada de evolução em seu personagem.

ESTA CRÍTICA CONTEM SPOILERS GRAVES

No final da temporada, o relacionamento de Cuddy e House já estava encerrado, mas ficou nítido de como ele havia melhorado no seu tratamento com as pessoas enquanto estavam juntos.  O fim do namoro levou a várias decisões questionáveis do médico que voltou a usar Vicodin para aliviar a dor na perna (ou para aliviar a dor de ter acabado com seu relacionamento?), e até chegar a testar drogas não aprovadas para inutilmente tentar criar novos músculos em sua perna, como se essa fosse a solução para o sofrimento que a vida lhe causa e o motivo de sua descrença nas pessoas.

Na conclusão da temporada, temos um final inesperado onde todo o sofrimento que House carrega seja pela limitação física que ele é imposta, mas principalmente pelo seu amor não correspondido por Cuddy, que apesar de gostar do médico não consegue seguir o difícil caminho que ele escolheu trilhar, explode numa ação que certamente terá repercussões séries na temporada que já se iniciou nos Estados Unidos.  A conclusão da sétima temporada é interessante no momento que temos que refletir tudo o que levou a mesma  a ocorrer,e a ótima interpretação de Hugh Laurie e Lisa Edelstein colaboram muito para sua verossimilhança 

3 comentários:

  1. Realmente, tem que esquecer a parte médica para curtir House. Teve uns 4 ou 5 episódios em que trataram com doxiciclina casos completamente díspares, como se fosse antibiótico fantástico. Mas Hugh Laurie fazendo a persornalidade bordeline psicótica de House compensa qualquer bobagem.

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  2. Realmente, a atuação e carisma excêntrico de Hugh Laurie sustentam o seriado inteiro, além de quê, cada episódio de House é uma aula de roteiro.
    Para chegar até a 7ª temporada com fãs tão fiéis, se tratando de um seriado médico, é por que o argumento realmente é excepcional.
    Bela postagem.

    Guilherme Hollweg

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  3. Uma série que definitivamente não só conseguiu entreter o público cativado, mas também tem sido excelente e me faz lembrar de uma série chamada Psi abordou o mesmo assunto e é muito interessante porque eu encontrar muitas semelhanças com Dr. Hause. Worth.

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